Estava determinada em começar a ler o livro do tal pastor, o qual era dividido em 5 capítulos: amor, carinho, companheirismo, compreensão e sinceridade.
O livro já era um best seller e já havia vendido mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo.
Eu e o Michael combinamos que nos próximos 5 dias, os cinco que faltavam para o casamento, iríamos nos encontrar e falar sobre o tema do livro.
Depois do encontro com o pastor Escobat eu fui para revista para finalizar a edição de Junho (em pleno domingo) para enviar para a impressão no dia seguinte. Entre a escolha da foto perfeita para a reportagem com a Naomi Campbel e o título para a matéria sobre scarpins, eu lia o livro do pastor.
O pastor Escobat definia o amor como uma força estranha que une duas pessoas, para ele, essa força, por mais que lutássemos contra, fazia com que duas pessoas apaixonadas sempre se sentissem atraídas uma pela outra, como se fosse um imã. Dizia ainda o livro que o amor verdadeiro faz o casal superar qualquer obstáculo, inclusive a traição.
Confesso que enquanto eu lia o livro não deixava de pensar no Yan, mas eu estava convencida de que nossa história já havia chegado ao fim e que no meu coração só havia espaço para o Michael. A sessão do "Adeus e nunca mais" tinha me deixado mais segura em relação ao que eu sentia por ele.
Sai da revista no finalzinho da tarde e minha cunhada me esperava na Times Square para me ajudar a fazer minha lista de casamento. Eu fiquei um pouco assustada quando a vi com aquele barrigão imenso. De uma hora para outra a barriga dela estava enorme e ela estava com uns 20 quilos a mais. "Isso me faz pensar se eu quero mesmo engravidar", disse à ela. "imagina não conseguir mais entrar no meu vestido Armani que eu tanto amo", completei.
Ficar ali o dia todo com aquela pistolinha fazendo "piii" me deixou com uma dor de cabeça horrível, fui para casa correndo e me enchi de analgésicos. Deitei no sofá e entrei em um sono profundo.
A noite sai para tomar uns drinks com a Rafa, uma consolava a outra, já que meu futuro marido estava trancafiado no escritório e o marido da Rafa estava fazendo mais uma de suas viagens.
Ficamos até tarde no bar rindo e lembrando das nossas aventuras. Quando éramos adolescentes, nós éramos conhecidas como as super girls; garotas extremamente populares, nada inteligentes, mas super sexys e viciadas em sexo. Nós fugíamos de casa juntas para ir para o parque cheirar e transar com uns carinhas nada legais.
Cheguei em casa super bêbada que quase desmaiei ao subir as escadas (o elevador estava ruim novamente). Eu estava tão bêbada, que não tive forças para chegar ao quarto e acabei dormindo no sofá da sala mesmo.
Pela manhã, acordei sentindo um cheirinho maravilhoso de bacon com ovos e waffles com geléia de morango. Era o Michael fazendo um café da manhã maravilhoso. Como podia ser tão perfeito? Além de lindo e gentil, era prendado.
Mas motivo da visita não era fazer um mega-marvilhoso café da manhã. Nós iríamos falar do capítulo 1 do livro do pastor Escobat.
Confesso a vocês que eu só tinha conseguido ler as duas primeiras páginas, fechar o editorial da revista havia me tomado muito tempo. Porém eu não tinha dúvidas sobre o que eu sentia pelo Michael, eu o amava e sabia que ele me amava também.
Nossa conversa aquela manhã foi mais melosa do que novela mexicana: "Eu te amo com todas as minhas forças!" e mais dramática que Romeu e Julieta: "Eu não daria somente a minha vida pelo nosso amor, eu daria à eternidade da minh'alma".
Depois daquele breakfast mais do que especial, eu estaria super segura para a reunião que eu iria ter com os anunciantes da revista, se não fosse a minha ressaca e os preparativos do casamento que seria em poucos dias.




Amei o blog! As histórias sõa hilárias! Parabéns!!







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