Home Data de criação : 08/03/21 Última atualização : 11/10/17 11:29 / 18 Artigos publicados

Episódio 18: 5 passos para um casamento feliz - Amor  (Capítulos) escrito em domingo 31 julho 2011 15:07

Estava determinada em começar a ler o livro do tal pastor, o qual era dividido em 5 capítulos: amor, carinho, companheirismo, compreensão e sinceridade.

O livro já era um best seller e já havia vendido mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo.

Eu e o Michael combinamos que nos próximos 5 dias, os cinco que faltavam para o casamento, iríamos nos encontrar e falar sobre o tema do livro.

Depois do encontro com o pastor Escobat eu fui para revista para finalizar a edição de Junho (em pleno domingo) para enviar para a impressão no dia seguinte. Entre a escolha da foto perfeita para a reportagem com a Naomi Campbel e o título para a matéria sobre scarpins, eu lia o livro do pastor.

O pastor Escobat definia o amor como uma força estranha que une duas pessoas, para ele, essa força, por mais que lutássemos contra, fazia com que duas pessoas apaixonadas sempre se sentissem atraídas uma pela outra, como se fosse um imã. Dizia ainda o livro que o amor verdadeiro faz o casal superar qualquer obstáculo, inclusive a traição.

Confesso que enquanto eu lia o livro não deixava de pensar no Yan, mas eu estava convencida de que nossa história já havia chegado ao fim e que no meu coração só havia espaço para o Michael. A sessão do "Adeus e nunca mais" tinha me deixado mais segura em relação ao que eu sentia por ele.

Sai da revista no finalzinho da tarde e minha cunhada me esperava na Times Square para me ajudar a fazer minha lista de casamento. Eu fiquei um pouco assustada quando a vi com aquele barrigão imenso. De uma hora para outra a barriga dela estava enorme e ela estava com uns 20 quilos a mais. "Isso me faz pensar se eu quero mesmo engravidar", disse à ela. "imagina não conseguir mais entrar no meu vestido Armani que eu tanto amo", completei.

Ficar ali o dia todo com aquela pistolinha fazendo "piii" me deixou com uma dor de cabeça horrível, fui para casa correndo e me enchi de analgésicos. Deitei no sofá e entrei em um sono profundo.

A noite sai para tomar uns drinks com a Rafa, uma consolava a outra, já que meu futuro marido estava trancafiado no escritório e o marido da Rafa estava fazendo mais uma de suas viagens.

Ficamos até tarde no bar rindo e lembrando das nossas aventuras. Quando éramos adolescentes, nós éramos conhecidas como as super girls; garotas extremamente populares, nada inteligentes, mas super sexys e viciadas em sexo. Nós fugíamos de casa juntas para ir para o parque cheirar e transar com uns carinhas nada legais.

Cheguei em casa super bêbada que quase desmaiei ao subir as escadas (o elevador estava ruim novamente). Eu estava tão bêbada, que não tive forças para chegar ao quarto e acabei dormindo no sofá da sala mesmo.

Pela manhã, acordei sentindo um cheirinho maravilhoso de bacon com ovos e waffles com geléia de morango. Era o Michael fazendo um café da manhã maravilhoso. Como podia ser tão perfeito? Além de lindo e gentil, era prendado.

Mas motivo da visita não era fazer um mega-marvilhoso café da manhã. Nós iríamos falar do capítulo 1 do livro do pastor Escobat.

Confesso a vocês que eu só tinha conseguido ler as duas primeiras páginas, fechar o editorial da revista havia me tomado muito tempo. Porém eu não tinha dúvidas sobre o que eu sentia pelo Michael, eu o amava e sabia que ele me amava também.

Nossa conversa aquela manhã foi mais melosa do que novela mexicana: "Eu te amo com todas as minhas forças!" e mais dramática que Romeu e Julieta: "Eu não daria somente a minha vida pelo nosso amor, eu daria à eternidade da minh'alma".

Depois daquele breakfast mais do que especial, eu estaria super segura para a reunião que eu iria ter com os anunciantes da revista, se não fosse a minha ressaca e os preparativos do casamento que seria em poucos dias.

 

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Episódio 17: Entrevista com o "Vampiro"  (Capítulos) escrito em sexta 18 fevereiro 2011 17:33

Ultimamente minha vida estava resumida em casamento , revista, casamento e mais casamento. Os preparativos estavam me deixando louca, sem contar a história do Yan, a qual pelo menos já estava resolvida.

Minha querida futura sogra, boa senhora que era, estava me ajudando com os preparativos e estava indo muito bem se não tivesse arrumado essa entrevista com o pastor que batizara Michael. Nesse mesmo domingo eu e o Michael teríamos de estar na capela do Pastor Escobat ás 13 horas para a tal entrevista. Eu estava em pânico, afinal o Michael não sabia sobre o meu rolo com Yan depois que ele veio me pedir desculpas com aqueles olhinhos azuis lindos. Se eu tivesse que me confessar, o padre contaria para o Michael sobre esse rolo e adeus casamento dos sonhos.

Eu não consegui dormir a noite toda. Levantei, tomei um longo banho, e fui fazer Cooper com a Rafa no Central Park. Durante a caminhada a Rafa tentou me tranqüilizar dizendo que "Todo padre tem que guardar segredo sobre o que é dito no confessionário", ocorre que, o padre na verdade não era padre era um pastor! "pastor também tem que guardar segredos?". A Rafa não soube me responder. Me desesperei.

No caminho até a capela eu fiquei imaginando como seria a entrevista. Será que ele ia nos colocar perante a cruz e mandar nos confessar um para o outro tudo o que nós havíamos feito em nossa vida? Eu não tinha um currículo meio, digamos de passagem, inocente. Desde o colegial eu sempre fui uma santinha em casa e uma cadela na rua. Quando meus pais iam dormir eu pulava a janela do meu quarto para ir para festas não supervisionadas por adultos (drogas, bebidas e sexo). Quando eu fui pra faculdade, em Nova York, tudo ficou mais fácil, eu não precisava mais fugir de casa para ir nas festas, pois as festas eram nos dormitórios do Campus. E no meu quarto? Ménage a trois! E sem contar que, quando eu e minha colega de quarto estávamos entediadas, "curtíamos" uma com a outra. Eu só passei a ser mais "responsável" quando eu acabei a faculdade e comecei a fazer estágio na Picnic of model. Fiquei lá um ano, e depois eu fui chamada para trabalhar na Cosmopolitan, a revista onde eu trabalho atualmente.

A capela era charmosa, pequena, mais acolhedora. Seria ótimo se o casamento fosse ali, pena que não iria comportar os quase 1.000 convidados.

Quando o pastor Escobat viu Michael, logo abraçou e me parabenizou pelo ótimo marido que eu iria ter. A entrevista foi tranqüila, ele perguntou o básico: Qual eram os planos do casal após o casamento? Se nós estávamos preparados para aturarmos as manias um do outro? Se nós estávamos certos sobre os nossos sentimentos? Etc.

Ao final da entrevista, ganhei um livro do pastor o qual ele escrevera, cujo titulo era "5 passos para um casamento feliz". Ele nos aconselhou a ler o livro antes do casamento "Se após vocês lerem o livro e ainda assim quiserem se casar, eu terei o maior prazer de abençoar a união de vocês", disse o Pastor.

Sobrevivi à "entrevista com o vampiro", e agora tenho um bom livro para ler na semana. Pelo menos eu não tive que enfrentar o confessionário.

Escrito por: Daniela Amorim

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Episódio 16: Preparativos  (Capítulos) escrito em sábado 20 novembro 2010 07:52

    Era sábado, o sol brilhava do lado de fora, o vento soprava, as buzinas soavam e eu tinha um monte de coisas a fazer. O casamento estava me tomando mais tempo que eu imaginava e toda a história do Yan ainda estava latente.

    Eu e o Michael havíamos marcado o casamento para o dia 18 do mês que vem às 14 horas. A cerimônia e a festa aconteceriam no Hotel Hilton e somente iriam ser convidados os 300 amigos íntimos do Michael mais os meus 300 amigos íntimos, fora os jornalistas da TV do Michael que iriam cobrir tudinho e iriam transmitir ao vivo.

    Enfim, meu sonho estava sendo realizado e ainda por cima com transmissão ao vivo pela TV! Porém, eu ainda não havia me acostumado essa idéia de transmissão ao vivo pela TV, afinal sempre imaginei meu casamento no campo: eu vestindo o vestido de noiva da minha mãe (aqueles com obreiras e bordados demais) me dirigindo até o altar em cima de um cavalo branco enquanto iam sendo jogadas pétalas de rosas brancas no caminho. Meu noivo me ajudaria a descer do cavalo segurando as minhas mãos e diríamos sim ao nosso amor que seria eterno.

    Meu casamento não seria exatamente como eu imaginava quando era criança, eu iria chegar numa limousine e usaria um vestido Dolce e Gabana feito sob medida e quanto ao amor eterno, somente o tempo iria dizer.

    A Rafa e a Srª Gabes me ajudaram a escolher o cardápio do casamento. Minha mãe estava ocupada com a floricultura e não poderia vir até Nova Iorque, mas disse que as flores para enfeitar o local da cerimônia já estavam reservadas e trancadas a sete chaves na estufa de sua floricultura

    Ficamos aquele sábado inteiro provando queijos e degustando vinhos. Devíamos ter engordado uns 5 Quilos!

    Após a escolha do cardápio tive que resolver sobre os convites, a orquestra, as lembranças e o Padre!! "Quase ia me esquecendo do Padre!" exclamei.

    A Srª Gabes já havia providenciado tudo, o padre seria o mesmo que batizara o Michael. "O Pastor Escobat se comprometeu em vir até o Hotel casar vocês dois", disse a Srª Gabes, "Mas antes do casamento ele quer fazer uma entrevista com vocês", completou.

    Mas que entrevista seria essa? Eu teria que me confessar? Oh Meu Deus, eu não podia me confessar! E se o pastor contasse para o Michael sobre o Yan??

Escrito por: Daniela Amorim

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Episódio 15: Adeus e nunca mais  (Capítulos) escrito em segunda 31 maio 2010 23:44

Quem diria que estar noiva do dono de uma das maiores redes de televisão dos EUA seria tão difícil. De cinco em cinco minutos um repórter me ligava para saber quando iria ser o casamento, como ia ser, onde nós passaríamos a lua de mel, como estavam indo os preparativos, e se nós estávamos planejando ter um filho. Certamente Michael escondia a sete chaves o seu segredo de que não podia ser pai.

Nunca pensara que os jornalistas podiam ser tão chatos (e eu era um desses jornalistas). A Srª Gabes convidou eu e minha mãe para um chá na casa de Michael, “as mulheres deviam discutir sobre o casamento que em breve aconteceria”, dizia.

Foram as 4 horas mais chatas que eu já tive, discutir sobre vestido, Buffet, igreja, flores, talheres, Uff, e meu grande sonho era casar?!

Vocês têm que decidir logo a data do casamento para marcarmos o horário lá na igreja”, minha mãe ajudava completar a tortura.

Questionei à Rafa sobre o porquê de eu não está me divertindo com essa história toda de trufas e bolinhos (casamento), e vocês acreditam que ela disse que era consciência pesada pelo Yan? Tudo bem que eu me sentia culpada por ter destroçado o coração de um homem pelo qual eu era apaixonada, mas deixar de me empolgar com o MEU SONHADO CASAMENTO por isso? Não. Eu precisava deletar o Yan dos meus pensamentos e da minha vida de vez, eu devia fazer a sessão “Adeus e Nunca mais”.

Desde a nossa adolescência eu e a Rafa, quando queríamos esquecer-nos dos nossos namorados destruidores de coração, nós fazíamos a Sessão “Adeus e Nunca mais”. A tal sessão consistia em reunir todas as coisas o que nos fazia lembrar do tal namorado (fotos, presentes, chocolates, etc.) e queimá-las, proferindo quando a chama começava a se apagar as palavras: “Adeus e Nunca mais”. Eu sei que era uma coisa de crianças de treze anos de idade, mas eu deveria fazer isso, só que dessa vez quem estaria sendo deletada era eu, eu me “queimaria” na fogueira e me excluiria de vez da vida do Yan.

A sessão acorreu naquele Domingo, reunia todas as minhas fotos com o Yan, me cortei de todas elas e as joguei na fogueira com a minha lingerie a qual usei na primeira transa com o Yan. Quando a chama começara a se apagar eu proferi as palavras “Adeus e Nunca mais”.

A Rafa daria um jeito nas fotos cortadas nas quais o Yan ainda permanecia. Agora era para sempre, o Yan nunca mais me veria de novo e eu nunca mais voltaria a entrar na vida dele ou em seu coração (pelo menos era o que eu achava).

Escrito por: Daniela Amorim

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Episódio 14: Estamos quites  (Capítulos) escrito em sábado 09 janeiro 2010 16:27

Michael se levantara cedo para ir trabalhar, enquanto eu resolvi tirar mais uma sonequinha, mas não consegui. Yan me sentado esperando em frente à minha porta com um buque de rosas não saia da minha cabeça. Eu precisava falar com ele, mas antes tinha que ir para revista, meu chefe ainda estava de férias, ele só tinha vindo pra reunião, e eu era responsável pelo fechamento do editorial.

            Cheguei na revista e fui logo pra sala de reuniões, quanto mais cedo eu puder falar com o Yan melhor. Fechamos o editorial, o tema da próxima edição seria o “Brilho & Cor”, idéia da Rafa.

            Já estava na hora do almoço e eu havia combinado com minha sogra de irmos almoçar juntas para discutirmos os detalhes do casamento. Eu não podia pensar no casamento eu devia resolver as coisas com o Yan primeiro.

Desmarquei o meu compromisso com a Srª Gabes e liguei para o Yan. Ele não me atendeu. Fui até à casa dele, ele não estava. Eu precisava falar com ele!

            Resolvi, então ir até a Dinner, eu teria que encarar a Roxane, mas eu precisava explicar tudo para o meu “gatinho-fofo”. Como era de se esperar a Roxane estava lá, quando me viu, se aproximou e quis saber o que eu fazia ali. Eu perguntei onde estava o Yan e ela me respondeu que estava em uma reunião. Eu não acreditei, afinal a Roxane nessas alturas ia me querer bem longe do Yan, afinal a carreira dele estava indo muito bem e ela queria subir socialmente (ela era uma verdadeira alpinista social).

O Yan estava na verdade em uma sessão de fotos. A menina que serve o café que veio me dizer; ele falava muito de mim pra ela.

Fui até o estúdio e quando o Yan me viu pediu uma pausa para o almoço. Trocou de roupa e fomos até uma lanchonete que ficava ali perto. A lanchonete era como uma lanchonete de subúrbio, me lembrei dos meus tempos na faculdade, eu e meus amigos íamos sempre pra lanchonete do campus ver o Michael Jordan jogar.

O Yan olhou para mim e pediu explicações. Eu meio sem ter o que dizer disse que estava noiva e que eu estava voltando do meu jantar de noivado quando ele me viu um dia antes. Eu não sabia o que dizer para amenizar a situação a verdade era aquela nua e crua. O Yan se limitou a dizer, “Você sabe o que faz da sua vida. Se você o ama, então case com ele!”. Eu sempre quis que o Yan entendesse minha situação, mas não imaginei que essa aceitação dele poderia me fazer ficar triste.

O Yan se levantou da mesa e quando colocava o dinheiro sobre à mesa disse: “Bom almoço”. Quando ia embora olhou para dentro dos meus olhos e disse “Estamos quites!!”.

Maldita frase que não iria sair da minha cabeça nem tão cedo. Afinal ele me amava tanto que foi capaz de engolir seu orgulho e vir me pedir desculpas e eu como se não me importasse estraçalhei o coração dele. Ele nunca iria me perdoar e isso me destruía por dentro, afinal eu também o amava.

 Escrito por: Daniela Amorim

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